17 dezembro, 2010

Dude, where's my bike?

Homenagem simultânea à muita neve que cobriu Copenhaga em Novembro e Dezembro e a um dos filmes mais idiotas da história do cinema.

1. bicicleta em pátio interior no bairro de Østerbro
2. ER-6f, Kawasaki, modelo de média cilindrada em versão de Inverno





3. e 4. Dude, Where's my Car (2000), de Danny Leiner, protagonizado por Ashton Kutcher e Sean William Scott.


29 novembro, 2010

Revolta silenciosa: neve em Copenhaga

Apesar da sua latitude, Copenhaga não tem muitos dias de Inverno de frio extremo (abaixo dos -10, vá...). As correntes atlânticas e a proximidade do mar tornam a cidade relativamente pouco fria para os 55 graus de latitude que a separam do equador. A neve é uma realidade banal no Inverno de Copenhaga, mas tanto pode cobrir a cidade durante duas ou três semanas, como dois ou três meses.



O Inverno de 2009/2010 é lembrado pelos "Copenhaguenses" como um dos mais frios de que há memória, e com quantidades de neve de fazer inveja a qualquer clima continental - como comprovei aliás na minha primeira visita. O de 2010/2011 trouxe neve precoce: em meados de Novembro já o primeiro nevão ameaçava outro Inverno respeitável. Janeiro e Fevereiro são, em regra, os meses mais brancos. O próprio Natal é menos vezes passado sob a clássica alvura nórdica do que se podia imaginar, e por isso a chegada de nevões em Novembro foi estranha para todos.


A neve causa irritação na maioria dos locais, pelos inconvenientes diários e pela frustração de não ter grande utilidade lúdica, já que o país não tem montanhas. Por outro lado, traz uma claridade muito bem vinda numa altura do ano em que o sol aparece (pelo menos quando as nuvens deixam) apenas entre as 9h e as 16h. Mas essa claridade não parece impressionar particularmente os revoltados cidadãos, perturbados nos seus afazeres diários pelas detestáveis acumulações brancas.



Quando neva, a cidade ganha um silêncio único. As pessoas falam menos, carros e bicicletas abrandam, o tapete claro amortece tudo o que toque no chão. Uma verdadeira paz podre, sabendo como a maioria dos locais se sente em relação ao assunto.

02 novembro, 2010

Insólitos de Malmö

Em tempos a maior cidade dinamarquesa, a cidade vizinha de Copenhaga, do lado de lá do estreito de Öresund, é parte da Suécia desde o século XVII e actualmente a terceira maior cidade deste país. Tem umas praças agradáveis, pelo menos um imigrante português que trabalha numa garagem e uma frequência muito peculiar.

Modelos de automóveis únicos, noivas em fuga e nadadores perdidos compõem uma lista de cenas bizarras.






12 outubro, 2010

Luz ao fundo do túnel

Considerado o melhor sistema de metropolitano do mundo (agora não me lembro bem por quem), o metro de Copenhaga liga o aeroporto ao centro da cidade em 15m por umas poucas coroas. As plataformas das estações estão vedadas para as linhas - as portas abrem apenas quando chega o comboio, que pára mesmo no sítio - os metros partem religiosamente a cada quatro e minutos e não têm maquinista. A frente das composições é um vidro, de onde se podem matar saudades do comboio fantasma da Feira Popular, do Indiana Jones e de um bom FPS futurista.

Em baixo, viagem grátis.

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28 setembro, 2010

Bergen e o bacalhau da Noruega

1. Português na sua banca do mercado do porto de Bergen; 2. o porto; 3. e 8. recantos da arquitectura; 4., 5. e 7. Bryggen, arquitectura da Liga Hanseática e património mundial UNESCO; 6. tinha estado a chover; 9. reacção; 10. mais chuva para todos; 11. companhias ao pequenos almoço

A segunda maior cidade da Noruega tem um arquitectura pitoresca, um grande e velho porto de fjord e um mercado de peixe e marisco - cheio de iguarias e portugueses, espanhóis e italianos a fazer a época de Verão do mercado pelos salários apetecíveis. Na costa sudoeste do país, o porto de Bergen já foi dos mais importantes para o comércio europeu, nos tempos da Liga Hanseática.




Bergen foi, no final da Idade Média, capital da Noruega, catapultada economicamente pelo comércio do bacalhau seco - e da Noruega. O velho cais é hoje património da humanidade, pelo charme do bairro de casas de madeira, ocupadas por bares e restaurantes, onde antes eram lojas e residências de luxo de navegadores-comerciantes abastados.




A cidade é o alvo preferido dos Noruegueses para anedotas sobre o clima (e o clima é o tema de conversa mais frequente para qualquer povo escandinavo), nem tanto pelo frio, mas devido às chuvas frequentes, que chegam a acontecer diariamente durante mais de três meses seguidos.




Uns não gostaram da cidade porque esteve sempre a chover (e tiveram reacções invulgares); outros quiseram fugir da tentação das lojas de vinis; outros ainda foram surpreendidos pela agressividade da companhia ao pequeno almoço; uns deslumbraram-se em busca da sobremesa; e os mais novos começaram aqui a passar a mensagem de que estar várias horas do dia dentro de uma cadeira de bebé de automóvel é capaz de não ser agradável.

13 setembro, 2010

O meu canal preferido,

de televisão, aqui na Dinamarca, chama-se "DR Rama Sjang" e gosto muito da programação nocturna.

Quando saí de Portugal receei que a falta do nosso Baby Channel me viesse a causar dificuldades de adaptação acrescidas a esta sociedade escandinava, mas a verdade é que se os Dinamarqueses são, como os estudos indicam, o povo mais feliz do mundo, com certeza é porque bons canais televisivos não lhes faltam.

O DR Rama Sjang mostra durante a noite gente adormecida, alegadamente para incentivar as crianças a dormir. Pode parecer repetitivo, mas as aparências iludem.

Desde logo, há um relógio despertador em contagem decrescente até à hora de acordar (as 6h da manhã). Logo por aqui se vê que não há dois minutos iguais durante toda uma noite.

Além disso, as personagens variam. Podem ser seres humanos ou bonecos de várias cores e formas. Podem ser masculinos ou femininos. Podem até estar acompanhados por um pequeno peluche. Estão é sempre a dormir, sendo que os protagonistas mudam aproximadamente a cada 3 minutos.

Depois, os cenários e adereços variam também: as camas, os lençóis e colchas, os pijamas, as cores das paredes dos quartos, os objectos na mesa de cabeceira, as almofadas. Tudo muda a cada cena.

Surpreendentes são as animações e a banda sonora. O som de fundo é o tic-tac de um relógio antigo (a marcar os segundos). Os roncos notam-se na maioria dos protagonistas, em timbres diversos, e alguns dos que não roncam têm uma respiração muito profunda. Outros, mais raros, são silenciosos. Outros ainda falam sozinhos, gritam, assustam-se com supostos pesadelos ou têm princípios de sonambulismo.



Mas a cereja no topo do bolo, ainda na categoria animação e banda sonora, é a audível flatulência que atinge a maioria dos actores, também ela em variedades diferentes e, por vezes, seguida de caretas desaprovadoras dos próprios, ou mesmo gestos que visam incrementar a circulação do ar.

As crianças dormirão certamente mais felizes, e os adultos agradecem também umas horas bem passadas em frente ao ecrã.

O Baby Channel é para meninos. DR Rama Sjang rulezzzzz!!

25 agosto, 2010

Göteborg

Gotemburgo, Gothenburg, terra de Godos e berço dos automóveis Volvo é o segundo maior centro urbano da Suécia e detém o maior porto da Escandinávia. Uma cidade que mistura arte arquitectónica com indústria, tem uma população estudantil proporcionalmente grande devido às importantes universidades aqui instaladas.



Relativamente nova também em idade, com menos de 400 anos, não tem a homogeneidade visual de outras paragens escandinavas e não é propriamente pitoresca, mas tem mar, rio, muitas pontes e passeios ajardinados ao longo da água.


15 agosto, 2010

Pausa de Verão

Na costa sudoeste do continente e com um toque de querido mês de Agosto










1. e 4. malta do Rego, no Rego
2. e 3. a 25 de Abril e da 25 de Abril
5., 7. e 11. mânfios
6. caracolada, na tasca da margem sul onde calhou
8. Caparica, sua costa
9. JR procura camuflar-se contra parede de cal
10. Rute, Praia da Areia Branca