24 julho, 2006

Central Park, NYC

O Central Park de Nova Iorque, pulmão de Manhattan, recebe 25 milhões de visitantes por ano. Lagos, teatros, ringues de gelo cortes de ténis, fontes, campos de baseball e outros, estão incluídos nos 843 acres que se estendem de Midtown ao Harlem.

Concebido em 1857, ao estilo inglês, para ocupar terrenos pantanosos, é actualmente um dos maiores e mais conhecidos parques urbanos do mundo, rivalizando em charme e esplendor com parques como o Hyde Park de Londres, o Lincoln Park de Chicago ou o Parque Central de Massamá.

http://www.centralparknyc.org/faqs


13 julho, 2006

Chicago Board of Trade

A existência de estações do ano deve-se à acção de Ceres, deusa romana da agricultura, dos cereais e do amor maternal, filha de Saturno e de Ops, irmã de Júpiter e mãe de Proserpine. A adoração que a benevolente Ceres recebia na Roma Antiga nascia das suas dádivas: a fertilidade da terra, as colheitas, o conhecimento das técnicas de lavoura e preservação dos cereais. Ceres era maternal, a única divindindade envolvida nas actividades diárias humanas e que não se limitava a intervir em proveito prórpio.

A história das quatros estações começou quando Proserpine foi raptada por Plutão, deus do submundo, que a queria como noiva. Quando Ceres seguiu a filha e o raptor, os dois estavam já debaixo da terra. A deusa soube então que Júpiter dera ao deus do submundo autorização para casar com Proserpine.

Revoltada, Ceres foi viver com a humanidade e, disfarçada de velha, abortou o crescimento de todas as plantas e colheitas. Perante a fome generalizada que se seguiu, Júpiter e os outros deuses tentaram dissuadir Ceres, que não cedeu. Júpiter viu-se forçado a mandar ele próprio resgatar Proserpine, entretanto forçada a casar com Plutão. Conseguiu, mas não completamente: Plutão já tinha alimentado Ceres secretamente no submundo e, como é do conhecimento geral, qualquer entidade que se alimente no submundo ficará ligada a ele para sempre.

Por isso, Proserpine teria de passar, eternamente, quatro meses por ano no submundo. No fim do Inverno sai e viaja para junto da mãe, Ceres. Desde então até ao seu regresso ao submundo, no fim do Verão, Ceres repõe a sua dádiva à humanidade e as colheitas florescem. Quando Proserpine parte de volta para o submundo, a dádiva da fertilidade da terra é retirada, as folhas começam a cair e a terra é estéril até que a filha da deusa regresse do submundo, para um novo ciclo. Pelas minhas contas, a jornada mundo-submundo demorava ainda algumas semanas, talvez pela desmotivação de Proserpine em regressar para junto do marido.

http://www.cbot.com/cbot/building/home

06 julho, 2006

Millennium Park

Concebido em 1998, junto ao lago Michigan, no lugar onde antigamente ficavam parques de estacionamento e linhas de comboio velhas. Frank Gheri, arquitectura futurista, esculturas monumentais e festivais de música, aqui mesmo ao lado de casa.


26 junho, 2006

Soccer

O futebol (ou soccer, como aqui se diz) não goza de grande popularidade por estas bandas. Há até um sentimento, nalguns casos um trauma, anti-soccer. Baseball, basketball e football (futebol americano) repartem as preferências desportivas do público dos EUA, estando o próprio hockey no gelo acima do futebol nas audiências.

Um exemplo: Os Chicago Fire (equipa de futebol) estrearam a semana passada o novo estádio, estilo europeu, equipamentos e tecnologias de ponta e... capacidade para 20.000 espectadores. Compare-se com a dimensão dos estádios dos principais clubes europeus ou sul-americanos: é muito pequeno. Compare-se com a dimensão do também moderno Soldier Field, "casa" dos Chicago Bears (futebol americano), de 67.000 espectadores: de novo muito pequeno.

É por isto que o Campeonato do Mundo que agora acontece baralha o público dos EUA e mexe com o seu orgulho de nação poderosa. É que por muito que chamem World Series (?) a jogos de baseball entre equipas norte-americanas, a este público irrita que o resto do mundo ignore ou não saiba sequer as regras destes desportos (exceptuando claro o basketball, que apesar da beleza e espectacularidade que proporciona não tem a capacidade de juntar todos os continentes em simultâneo para ver a equipa nacional jogar). Irrita-o também que a selecção dos EUA não se aproxime sequer da vitória na única modalidade desportiva que consegue ter, por si só, um campeonato e uma visibilidade praticamente globais.

Ainda assim, os homens do soccer nos EUA esforçam-se, claro. Com alguns lirismos: o jogador Landon Donovan (rotulado muitas vezes de "ex-promessa fracassada") assegurava ao povo americano, numa entrevista bem humorada (à qual tive a sorte de assistir) uns dias antes dos Checos lhes espetarem três secos, que a Team USA merecia todo o apoio porque podia derrotar qualquer equipa deste Campenato Mundial em qualquer dia. E com alguns lapsos: o reformado Lallas, agora comentador residente de um canal desportivo, dizia hoje de manhã que Portugal dificilmente passaria a Holanda e que era uma selecção da qual muito se falava mas que nunca tinha feito nada de assinalável nem no Campeonato Mundial nem no Europeu. Falta de trabalho de casa e de sentido de oportunidade... ainda nem há dois anos estivemos numa final (que tenho tentado esquecer mas não consigo) e há já uns tempos que a sorte nos sorri contra os holandeses.

Em todo o caso, não posso deixar de louvar estes paladinos do soccer que fazem o que podem num país que teima em não lhes dar importância. Chegar mais longe na World Cup seria um passo de gigante na conquista do público dos EUA. Por isso, depois da surpresa que foi a ida aos quartos em 2002 (com a preciosa colaboração lusitana...) e como passam a vida a jogar contra equipas de pequenos países da América Central, alimentavam ingenuamente expectativas sérias de chegar mais longe, quem sabe à final. Sem ter a noção de que a qualidade futebolística dos jogadores dos EUA dificilmente poderia bater não só os poderosos históricos (Brasil, Argentina, Alemanha e Itália) como os temporários, ou "poderosos de segundo plano", (República Checa, Inglaterra, França, Portugal, México, Holanda, Espanha, etc.), estes paladinos levaram um verdadeiro balde de água fria.

Quanto ao que mais importa agora, Portugal está nos quartos de final. Muito desfalcado, depois de um jogo duro e onde o fair play nem sempre existiu, mas com esperanças de bater outra selecção difícil contra quem temos, num passado recente, atingido bons resultados.

Ao lado, a foto do típico kit-emigra-tuga-apoiante-da-selecção-em-bares-irlandeses-de-qualquer-grande-cidade-do-mundo.

13 junho, 2006

Em Chicago também há...

...praias. Não são Porto Santo, o Algarve ou mesmo a nossa Caparica, mas os rapazes esforçaram-se, deram o melhor uso que puderam ao lago e só por isso merecem um cumprimento. E os arranha-céus em pano de fundo dão alguma graça.

06 junho, 2006

Michigan Avenue

Já foi um entreposto comercial índio, já se chamou Pine Street, agora é um dos maiores hinos mundiais ao consumismo e à arquitectura.

Esquerda - Direita; Cima - Baixo

Michigan Avenue Bridge e Chicago River ao final da tarde
Pormenor da Michigan Avenue Bridge, S-N, cowboy a aviar índio
Michigan Avenue N-S, da Water Tower até à ponte com sinais verdes a dominar
Water Tower (William Boyington, 1867-1869 - uma sobrevivente do incêndio de 1871)
Pormenor da Tribune Tower
JC acarta relógio à entrada da Tiffany & Co.
Sax na Michigan
S-N a partir da ponte: Wrigley (esq.), J. Hancock Center (ao fundo, antes do cerco do nevoeiro) e Tribune Tower (dir.)



01 junho, 2006

Sé de Lisboa

Durante a invasão de Lisboa, liderada por D. Afonso Henriques, a mesquita almorávida foi destruída. No mesmo lugar foi construída, durante a segunda metade do século XII, a Sé.
O estilo românico é de autoria de mestre Roberto. Robusta e fortificada, a estrutura da Sé foi inspirada pela vitória militar e sofreu várias alterações ao longo dos séculos.


25 maio, 2006

Imigração, privacidade e Britney

Nestas noites solitárias, às vezes dou por mim a ver noticiários ou mesmo a ler jornais (acidentalmente assinei o Chicago Tribune). E então reparei que há três assuntos, todos eles cruciais, que têm dominado os media deste país. Como os sete leitores deste blogue são todos ocupados e pouco pacientes, vou ser breve:

1. Imigração: há debates e manifestações numerosas por todo o país sobre os direitos de cidadania dos imigrantes, sobretudos latinos (nota: aqui um latino não tem nada a ver com aquele povo originário de um cantinho da península italiana e que se foi espalhando pelo mundo, para eles é um sul americano, muito provavelmente um mexicano), sobre a ascenção da sua cultura e da língua espanhola na socidade dos Estados Unidos. Os imigrantes latinos, legais e ilegais, representam já uma parcela importante da população do país. Além de diminuirem a força da maioria fundadora e historicamente dominante nos EUA, europeus anglo-saxónicos protestantes, ameaçam roubar aos afro-americanos o estatuto de minoria dominante e o protagonismo nas fugas à polícia televisionadas. Há umas semanas atrás algum desses imigras lembrou-se de criar uma versão do hino americano em espanhol, o que revoltou os círculos mais conservadores de Washington DC e levou, ao que parece, o Senado a aprovar à pressa uma lei que institui o inglês como língua oficial do país.

2. Captação de telefonemas privados: depois do onze de Setembro o governo decidiu começar a controlar telefonemas privados, como meio de combate ao terrorismo. As companhias de telefones móveis foram requisitadas para fornecer dados. Umas deram mais, outras deram menos. Há pouco tempo a tramóia foi descoberta e publicada e as pessoas ficaram aborrecidas, dizem que é desrespeito pela privacidade.

3. Há cada vez mais dúvidas sobre as qualidades de mãe da Britney Spears. Depois de ter deixado cair o bebé, há uns tempos atrás, à saída de um hotel (tinha um copo numa mão e a criança noutra), supostamente bêbeda, foi recentemente apanhada a transportar o mesmo petiz, no carro, com a cadeira numa posição incorrecta (voltada para a frente). Tirem as vossas próprias conclusões, se quiserem.

23 maio, 2006

De superfície

Um dos símbolos mais conhecidos de Chicago, o metro de superfície (ou apenas "L", de eLevated) forma um laço (loop) com uma milha quadrada de área e baptiza toda a baixa da cidade. Já arranha desde 1897 (isto vi eu que ninguém me contou) e parece que recebe meio milhão de pessoas por dia de semana.
Por baixo e à volta das ruas da baixa que ocupa (Lake, Wabash, Van Buren e Wells), o Loop larga uma mistura de escuridão, charme, barulho, conveniência, opressão e graciosidade. E claro, podem sentir este bicho único aqui da janela.


http://www.chicago-l.org/

http://www.yelodog.com/html/loop/loop.html

14 maio, 2006

Conan

Conan, o rapaz do futuro, 11 anos, vive sozinho com o avô e é um descendente de sobreviventes de uma nave que se despenhou numa ilha ao fugir da terceira guerra mundial, em 2008. Há mais humanos no Planeta Terra.

Conan, o Bárbaro, uma criança de uma tribo massacrada e vendida para escravatura, torna-se no vingador épico que conquista um império com a sua espada.

Conan, o homem-rã, herói da Trafaria, nascido sem mamã, era filho de uma tia. Namorava com uma indonésia-anã debochada. Um dia comprou um fecho eclair e um contador e assim contornou a crise.

Conan O'Brien, "Late Night's King of Cool", modesto, inteligente e espirituoso, nasceu em Boston, tem origens irlandesas e andou por aqui.


04 maio, 2006

Relações fortes: Sam&Black

Duas cidades e um oceano no meio...


Alguém quer pastilha?

Quem entra na Michigan na zona da baixa (Loop) e vira para norte pode ver uma breve interrupção da monotonia do Grid System. A dominar, o Wrigley Building, arquitectado por Graham, Anderson, Probst e White (não sabiam, vão continuar sem saber e pouco importa, mas até fica bem) e levantado durante os anos 20.


Seis tonalidades de terracota que aclaram com a altura, entre o rio e a avenida mais comercial da cidade, influências renascentistas e de Sevilha adapdadas ao estilo americano, a assiduidade de músicos de rua no passeio e a luz nocturna dão a esta sede multinacional um certo charme.

http://www.wrigley.com/wrigley/about/about_story_building.asp

25 abril, 2006

Sandwich

A sandwich is a food item typically consisting of two pieces of bread between which are laid one or more layers of meat, vegetable, cheese, or other fillings, together with optional or traditionally provided condiments, sauces, and other accompaniments. The bread is often either lightly buttered, covered in a flavoured oil when baked, or oil is added into the sanwich to enhance flavour and texture.

Sandwiches are commonly carried to work or school in lunchboxes or brown paper bags (sandwich bags) to be eaten as the midday meal, taken on picnics, hiking trips, or other outings. They are also served in many restaurants as entrées, and are sometimes eaten at home, either as a quick meal or as part of a larger meal. As part of a full meal sandwiches are traditionally accompanied with such side dishes as a serving of soup (soup-and-sandwich), a salad (salad-and-sandwich), or potato chips and a pickle or coleslaw.
in Wikipedia



12 abril, 2006

Fisher Building

Um dos pontos fortes do apartamento do 17º andar do Fisher Building: a vista.
À esquerda a Sears Tower, à direita a vista para nordeste.
E assim voam os 14 dias de conforto de graça, daqui para a frente é cada um por si e começar quase do zero, na segunda rua este-oeste da baixa (loop) mais perto do rio e da animação dos bairros do norte.
Para já vai valer o colchão de ar emprestado e os candeeiros comprados numa "familiar" loja de móveis e decoração de origem sueca.